O título e conteúdo do artigo, de notícia ou de opinião, é da responsabilidade do seu autor. Kasa da Praia aguarda razões do IPPAR para o parecer negativo
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O Comércio do Porto, 29/03/2005
ANA CRISTINA GOMES
Responsáveis pela requalificação do antigo CLIP, na Foz, estão abertos a um consenso. Esperam apenas por um encontro com o Instituto do Património para acertar ajustes.
A empresa responsável pelo projecto de requalificação das antigas instalações do Colégio Luso Internacional do Porto (CLIP), na frente marítima do Parque da Cidade, está à espera de uma reunião com o Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR), com vista a um maior esclarecimento sobre os ajustes necessários à aprovação da futura Kasa da Praia.
O projecto de arquitectura do equipamento mereceu um parecer desfavorável do IPPAR, mas Paulo Dâmaso, da RM Hotelaria e Similares Lda, empresa responsável por espaços como as discotecas lisboetas Kapital e Kremlin, diz que há vontade, das partes, de chegar a um consenso.
Quanto à disponibilidade da empresa em aceitar as sugestões do IPPAR, Paulo Dâmaso aposta no bom senso: Se forem razoáveis, com certeza. É tudo uma questão de bom senso, observou, em declarações ao COMÉRCIO. Quanto a possíveis prazos para a resolução do problema, o promotor lembra que se tratam de processos um bocadinho morosos e que o processo está exclusivamente dependente do IPPAR.
Depois do parecer negativo ao projecto, em Novembro do ano passado, tudo parece depender, agora, de uma reunião. Estamos à espera que o IPPAR nos notifique para uma reunião, para nos informarem do que pretendem, sublinha Dâmaso, revelando apenas ter conhecimento, de uma maneira mais ou menos vaga, dos questionamentos daquele organismo.
Vincando que há, apenas, alguns pormenores que o IPPAR quer ver esclarecidos e que o parecer negativo não foi propriamente um chumbo, Paulo Dâmaso refere-se à necessidade de estudar a aplicação, noutros materiais, de um rasgamento vertical feito em vidro e de o IPPAR acompanhar a obra, por considerar que se trata de uma zona arqueologicamente sensível.
Segundo noticiava ontem O Primeiro de Janeiro, na base do parecer negativo estiveram dois pontos: a construção de um terceiro piso, quando o edifício actual tem apenas dois, e a construção de um cubo transparente na entrada da Kasa da Praia.
O COMÉRCIO tentou, sem sucesso, obter esclarecimentos junto do presidente da Direcção Regional do IPPAR do Porto, Lino Tavares Dias que, em declarações àquele diário, referiu que o assunto está ser negociado ao nível dos pormenores do projecto, para que possa ser dada a aprovação.
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