O título e conteúdo do artigo, de notícia ou de opinião, é da responsabilidade do seu autor. Ippar viabiliza projecto da Kasa da Praia
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Público, 04/09/2005
César David Sousa
Aproveitamento do antigo Colégio Luso-Internacional do Porto com luz verde condicionada.
O Instituto Português do Património Arquitectónico (Ippar) emitiu, na passada terça-feira, um parecer favorável condicionado à proposta de transformação do Colégio Luso-Internacional do Porto (CLIP) em mais um dos empreendimentos do grupo K, denominado Kasa da Praia, uma decisão que representou uma mudança de perspectiva sobre o mesmo projecto que foi chumbado duas vezes em 2004.
Filipe Oliveira Dias, o projectista da mais recente aquisição do grupo que possui as discotecas lisboetas Kremlin e Kapital, afirma que o novo parecer altera radicalmente o de há um ano: O projecto não sofreu qualquer alteração entre os dois pareceres, e o que agora se confirma, aliás, é a sua excelência para o local. A proposta apresentada em 2004 para o edifício incluía um cubo transparente à entrada e a adição de um piso recuado de cobertura envidraçada no novo segundo andar, que viria a complementar os dois andares já existentes (piso térreo e primeiro andar).
A Direcção Regional do Porto do Ippar impôs em 2004 várias limitações à proposta, definindo a volumetria do segundo piso como excessiva e desnecessária devido ao facto de o edifício se encontrar numa zona arqueologicamente sensível - situa-se a menos de 500 metros do Castelo do Queijo.
Desde então, as obras que visam construir uma discoteca-restaurante no local ficaram adiadas, pelo menos até ao pedido da terceira e última reavaliação do projecto, feita em Lisboa por intervenção directa do presidente do Ippar, João Belo Rodela.
De acordo com o director do instituto, compreende-se a preocupação patrimonial (...) da Direcção Regional do Porto, (...) mas essa preocupação deve também considerar o estado ruinoso do edifício. A concretização do projecto introduz uma nova escala de diálogo nacional (...), confirmando a dimensão poética da frente marítima do CLIP.
Filipe Oliveira Dias vê com muito optimismo o novo parecer, mas um ano de espera é, todavia, muito tempo. Espero que o promotor [o grupo K] ainda mantenha o interesse.
Miguel Rodrigues, chefe da divisão regional do Ippar do Porto, preferiu não fazer quaisquer comentários ao facto de o processo ter demorado nove meses para ser resolvido, ressalvando, no entanto, que o novo parecer não é incongruente com os anteriores, visto que continua a impor algumas limitações, como o aligeiramento do cubo transparente e a manutenção da fachada actual.
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