O título e conteúdo do artigo, de notícia ou de opinião, é da responsabilidade do seu autor. Discoteca Kasa da Praia abre em 2010 e vai custar mais de 4 milhões de euros
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Público, 30/06/2009
Ana Maria Coelho
Projecto do Grupo K para o Porto está em fase de escolha do construtor, que decorrerá até ao final de Junho. Obras de reabilitação e requalificação do antigo CLIP começam em Agosto.
O projecto Kasa da Praia obteve, finalmente, luz verde por parte da Câmara Municipal do Porto. Sete anos após a aquisição do imóvel e depois de vários entraves legais, o Grupo K acredita agora na concretização do projecto do espaço de diversão nocturna que idealizou para o Porto.
O edifício em ruína localizado na Esplanada do Rio de Janeiro deverá ser reabilitado de modo a acolher um restaurante/bar no rés-do-chão e, no piso intermédio, um bar dançante que abrirá ao final na tarde e funcionará pela noite dentro. No projecto inclui a criação de mais um andar recuado que servirá de zona vip e lounge. Um espaço moderno e arrojado, resume o responsável pela reconversão, Paulo Dâmaso, do Grupo K.
O esqueleto da antiga central eléctrica da Companhia Carris de Ferro do Porto, que também albergou o Colégio Luso-Internacional do Porto (CLIP) durante uma década, foi desenhado pelo arquitecto Filipe Oliveira Dias. A traça original mantém-se, com o acréscimo de um cubo transparente à entrada e o tal espaço recuado, com cobertura envidraçada em forma de T, no novo segundo andar.
O Grupo K abriu candidaturas para a selecção da construtora que concretizará a intervenção. Paulo Dâmaso contabiliza já 12 propostas de construtores e admite que, até ao final do mês, surjam mais. Está previsto que as obras de reconversão do edifício se prolonguem por cerca de oito meses e que impliquem um investimento da ordem dos quatro milhões de euros. Até este momento, entre rendas e projectos elaborados para este espaço, o Grupo K calcula ter já sofrido um prejuízo aproximado de três milhões.
Paulo Dâmaso ressalva, contudo, que grupo nunca pensou em desistir do projecto: Já tínhamos um investimento feito, não íamos perder esta oportunidade. Foram ponderadas todas as hipóteses, mas é um projecto que queremos mesmo fazer, acrescenta.
O contrato de concessão do espaço tem 20 anos de validade. O administrador do Grupo K está a tentar negociar este prazo. Teremos de ser compensados pelos anos de rendas pagas em que estivemos parados e não obtivemos nenhum lucro, explica.
O concurso público para a exploração do edifício da Esplanada do Rio de Janeiro foi lançado pela Porto 2001. A RM Hotelaria e Similares, ligada ao Grupo K, concorreu e ganhou. Apresentou então um projecto à Divisão Municipal do Urbanismo da câmara que viria a ser recusado, em 2004, por ter merecido parecer desfavorável do Instituto Português do Património Arquitectónico (Ippar), chamado ao processo pelo facto de o imóvel estar localizado na área de influência do Castelo do Queijo.
O grupo procedeu às alterações exigidas pelo Ippar, que aprovou o projecto sem, no entanto, enviar o parecer favorável à Câmara do Porto, que, em 2006, chegou a ameaçar arquivar o processo. O projecto de criação da Kasa da Praia acabou por ser aprovado pela autarquia em Outubro de 2008.
Segundo Paulo Dâmaso, a ideia da criação da Kasa da Praia nasceu do interesse manifestado por muitos clientes do Norte que frequentavam as discotecas do Grupo K em Lisboa e no Algarve. O administrador diz que estes clientes reclamavam um espaço similar no Porto. O Grupo K, proprietário das discotecas Kremlin e Kapital, decidiu então fazer um estudo de mercado que sugeriu que a ideia era viável. Não contava esperar sete anos pela aprovação do projecto, mas agora acredita que as obras arrancam mesmo em Agosto.
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