O título e conteúdo do artigo, de notícia ou de opinião, é da responsabilidade do seu autor. Kasa da Praia nasce das ruínas do antigo CLIP
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Revista Porto Sempre nº 23, 09/07/2009
Câmara Municipal do Porto
O Grupo K, concessionário do espaço, está a desenvolver todos os esforços, no sentido de abrir o mais depressa possível.
O «esqueleto» do antigo Colégio Luso-Internacional do Porto (CLIP) que durante muito tempo «agrediu», do ponto de vista urbanístico, a frente marítima portuense vai, finalmente, desaparecer, dando lugar à construção de um restaurante de charme, bar e discoteca.
O projecto, da autoria do arquitecto Filipe Oliveira Dias, já obteve o respectivo licenciamento por parte da Câmara, após a sua aprovação se ter arrastado nos gabinetes do então IPPAR, organismo actualmente designado por IGESPAR – Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico.
Além de ter avalizado o projecto e procurado aproximar posições com este Instituto, a CMP assumiu, igualmente, um papel catalisador no andamento de um processo há muito «encalhado» nas malhas da burocracia, colocando assim um ponto final em mais um imbróglio herdado da Porto 2001. «Finalmente, a CMP conseguiu resolver um problema criado no âmbito da Porto 2001, que não teve o cuidado de exigir ao concessionário o cumprimento de prazos para a execução da obra», referiu à Porto Sempre o Vereador do Urbanismo, Lino Ferreira. A Kasa da Praia pretende afirmar-se como um espaço de elevada qualidade que, conjuntamente com o Sea Life Center e com o Edifício Transparente, vai dar um contributo importante na criação emergente de um pólo de atracção e valorização de toda aquela zona da cidade, assumindo-se como ponto de encontro e referencial de qualidade no Norte do país, à semelhança do que sucede em Lisboa com a Kapital, o Kremlin e o Kais.
Preservada a memória do antigo edifício.
Apesar de ter ficado mais ligado ao antigo Colégio Luso-Internacional do Porto, o edifício foi originariamente construído, no início do século XX, para albergar o posto de condensadores e rectificadores de mercúrio que alimentavam a rede de eléctricos do Porto, cuja memória foi preservada no projecto de Filipe Oliveira Dias.
O arquitecto fez, aliás, questão de salientar à Porto Sempre o facto de o desenho exterior do imóvel ter sido mantido, numa diálogo saudável de respeito e contemporaneidade, que a sua Preservada a memória do antigo edifício singularidade e visibilidade desde logo sugere. «A Kasa é da praia, do parque, do mar e de todos quantos ali queiram passear. A sua concepção transpira desenho e simplicidade, luz e equilíbrio», refere o autor do projecto.
«No fundo», adianta, «trata-se de reabilitar um edifício que já teve, ao longo dos anos, pelo menos dois usos totalmente diversos, com adaptações e acrescentos radicais, e dois longos períodos de quase total abandono e intensa degradação». «O edifício faz parte da história da cidade e cuja melhor imagem irá ser preservada na sua volumetria principal, caixilharias, remates, etc.», concluiu o arquitecto.
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