O título e conteúdo do artigo, de notícia ou de opinião, é da responsabilidade do seu autor. Discoteca Kasa da Praia só abre no final do ano devido a novo atraso no início das obras
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Público, 19/03/2010
As obras de recuperação do antigo Colégio Luso-Internacional do Porto devem começar este mês e ter um prazo de duração de oito ou nove meses.
A obra de recuperação do edifício do antigo Colégio Luso-Internacional do Porto (CLIP), onde vai nascer a discoteca Kasa da Praia, está adjudicada e deve avançar em breve, prevendo-se que o espaço fique pronto no final do ano.
A obra está em vias de começar. Está adjudicada e o empreiteiro está a preparar o estaleiro. Esperamos que possa arrancar até ao fim deste mês, revelou ontem à agência Lusa Paulo Dâmaso, um dos responsáveis do grupo K, que, entre outros espaços, gere a discoteca Kapital, em Lisboa.
O responsável refere que os trabalhos terão a duração de oito ou nove meses, pelo que se espera que a nova discoteca portuense possa estar pronta em Novembro ou Dezembro. A empreitada de requalificação das ruínas do edifício histórico, situado na frente marítima portuense, tem sofrido sucessivos atrasos. De resto, de acordo com as previsões feitas por Paulo Dâmaso à Lusa, em Novembro, a obra devia estar concluída em Setembro de 2010.
No entanto, o arranque da empreitada demorou mais do que o previsto. Por muito que queiramos, nem sempre conseguimos que o processo corra de acordo com as nossas expectativas, observa Paulo Dâmaso.
Está previsto que as obras de reconversão impliquem um investimento da ordem dos quatro milhões de euros. O edifício, situado na Esplanada do Rio de Janeiro, deverá, depois de reabilitado, acolher um restaurante no rés-do-chão, enquanto que o piso intermédio acolherá um bar dançante.
Antiga central eléctrica.
O arquitecto Filipe Oliveira Dias será o responsável pela recuperação do esqueleto da antiga central eléctrica da Companhia Carris de Ferro do Porto, que também albergou o Colégio Luso-Internacional do Porto (CLIP) durante uma década. A recuperação surge cerca de sete anos depois de o grupo K ter adquirido o imóvel e de vários entraves legais ao avanço do projecto.
O concurso público para a exploração do edifício foi lançado pela Porto 2001, mas o projecto entregue na autarquia viria a ser recusado em 2004, por ter merecido parecer desfavorável do Instituto Português do Património Arquitectónico (Ippar).
A empresa procedeu às alterações exigidas e o Ippar aprovou o projecto, mas não enviou o parecer favorável à Câmara Municipal do Porto. Por isso, em 2006, a autarquia chegou a ameaçar arquivar o processo, tendo acabado por licenciar o projecto em 2009.
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