Drywall vs. Pladur: São a Mesma Coisa?

Ao procurar por materiais de construção desta génese, poderá ficar intrigado e acabar por perguntar-se sobre qual será diferença entre os chamados drywall e pladur. De facto, a resposta curta é: apenas o nome. Trata-se do mesmo produto, apenas descrito em diversas terminologias, que dependem usualmente da localização geográfica onde se encontra.

A origem do pladur, como é geralmente denominado em Portugal, está profundamente enraizada na história do gesso cartonado. As camadas internas que constituem estas placas encontram-se intimamente relacionadas com o material de gesso que tem sido utilizado na construção ao longo dos séculos, sendo que as diferentes inovações nos materiais de construção têm mudado a forma como se procede ao acabamento das casas e dos edifícios até aos dias de hoje.

O antigo gesso converteu-se naquilo que comumente utilizamos nas placas dos tempos modernos, tendo a técnica e fabrico evoluído desde o momento da sua invenção. Tal evolução resultou no escalar da sua popularidade, quer lhe chamemos drywall ou pladur.

A história do gesso

O gesso consiste numa pasta produzida a partir de minerais e de água, que é aplicada em camadas, com períodos de secagem entre a colocação das mesmas. O seu uso enquanto material de construção para a elevação de paredes remonta aos tempos antigos, sendo que muitas das técnicas adotadas pelos povos primitivos são ainda utilizadas atualmente.

A técnica expandiu-se para a aplicação em paredes exteriores sob a forma de estuque. As civilizações europeias utilizavam o gesso para inclusão de detalhes arquitetónicos ornamentais e para a criação de tetos detalhados.

Os Romanos chegaram a aplicar a mesma técnica ao uso e ao tratamento da cal, tendo acabado por inventar o cimento.

Avançando até à era progressista da América do século XIX, quando o proliferar urbanístico impôs a necessidade de materiais de construção convenientes, observamos a invenção do pladur e do drywall, substituindo a morosa e monótona aplicação do gesso.

A transição para o pladur

Aquando do seu surgimento, o pladur foi tido como uma opção que reduz tanto o custo da construção como o tempo de espera, que era até então incontornável devido à necessidade de secagem do gesso. As características anti-fogo e de rápida instalação do material foram vistas como benefícios pelos seus primeiros adeptos. Ainda assim, apesar das suas qualidades inovadoras, a sua popularidade não arrancou logo aí.

Contudo, a meio do século, com o rápido aumento da natalidade – e consequente procura por materiais de construção mais acessíveis e eficientes – o pladur ergueu-se como material de construção altamente popular. As suas vendas catapultaram neste contexto, tendo a sua popularidade sido conservada até aos dias atuais.

O processo de fabrico

As placas pladur são, como vimos, tradicionalmente fabricadas a partir de gesso. Este mineral branco e arenoso é extraído do solo um pouco por todo o mundo. O material extraído pode ter diversas aplicações: placas pladur, giz ou fertilizante para a relva.

Em termos de composição, é o seu elevado teor de água que lhe confere as propriedades de resistência ao fogo.

A matéria prima é misturada com outros aditivos, como pasta de papel reciclado, de forma a criar uma textura em polpa ou lamacenta. Este produto é depois espalhado por finas camadas entre aquilo que servirá de suporte, que poderá ser de papel ou de fibra de vidro. Concluída esta etapa, o conjunto é aquecido numa câmara térmica para o efeito, para que seque e endureça.

As placas já solidificadas são, depois, cortadas em variadas dimensões, objetivando também variados tipos de utilização. Tendo geralmente um metro de largura, podem variar em altura, sendo que as de altura mais elevada podem ser utilizadas em instalações rápidas e sem costura em paredes mais altas.

A espessura das placas também varia. Desde 6 a 16mm, as diferentes dimensões de espessura resultarão em diferentes aplicações. As placas mais finas são as mais adequadas para paredes curvas ou para adicionar camadas a paredes já existentes. Por outro lado, se a finalidade da colocação do pladur passar por reduzir a passagem do som ou por adicionar isolamento a uma parede exterior, as de maior grossura serão a opção mais vantajosa.

O processo de instalação

O processo de instalação de pladur é relativamente rápido e eficiente. Uma equipa experiente poderá concluí-lo num curto prazo. Além disso, uma vez que não requer o uso de instrumentos elétricos ruidosos, trata-se de uma instalação com perturbações mínimas.

As placas são montadas nas paredes com recurso a fixadores específicos e apropriados. Uma das vantagens deste material passa pela possibilidade de montagem em praticamente qualquer superfície, desde blocos de cimento a vigas de metal ou de madeira. Além disso, o seu leve peso torna todo o processo mais simples e seguro.

É então que as costuras são devidamente aplicadas. Por forma a assegurar um aspeto suave, liso e sem vestígios das pequenas ligações entre as placas, aplica-se ainda um revestimento. Este revestimento poderá sobrepor-se em diversas camadas, garantindo assim uma acabamento homogéneo e sem falhas.

Por fim, a parede é, então, lixada suavemente. Também poderá ser texturizada, dependentemente daquilo que se pretende no aspeto final. Nesta fase, já está pronta para qualquer pintura ou outro tipo de acabamento que selecione.

Os benefícios do pladur

Há boas razões para a popularidade do pladur enquanto material de construção. A sua conveniência e os seus benefícios, aliados ao seu baixo custo e alta versatilidade, fazem dele uma excelente escolha.

Há, de facto, uma grande variedade de possibilidades na sua aplicação. Pode ser usado no acabamento de uma divisão inteira, na criação de barreiras entre divisões, ou na cobertura de um teto já desatualizado, conferindo um aspeto liso e harmonioso.

Noutra vertente, a aplicação de pladur a paredes exteriores é um grande auxílio na proteção contra alguns elementos. Pode ajudar à climatização, mantendo uma temperatura controlada, ou a reduzir danos no edifício causados por fatores exteriores.

A sua densidade resulta ainda numa redução da poluição sonora, bloqueando a passagem dos sons exteriores para o interior da casa, prevenindo ainda a projeção de eco ou de som entre divisões.

A resistência ao fogo constitui um dos benefícios mais significativos do pladur. Esta resistência às chamas ajuda, naturalmente, a retardar a propagação de um eventual incêndio, tornando a casa mais segura. Caso seja um ponto importante, poderá encontrar várias placas específicas formadas a partir de materiais especialmente destinados a torná-las ainda mais resistentes a esta eventualidade.

Encontra-se, por outro lado, localizado numa zona húmida? O pladur também ajuda na absorção da humidade que acaba por ficar presa entre as paredes, resultando numa significativa redução na presença de mofo e de bolor em sua casa.

Além da durabilidade das placas, também importa mencionar a facilidade da sua reparação. Pequenos pontapés ou arranhões podem ser reparados com alguns materiais simples. Caso a área dos danos seja extensa, um especialista neste tipo de instalações conseguirá fazer uma substituição apenas da placa em questão, sem perturbar o resto da parede.

Por último, a verdade é que a aplicação de pladur confere um ótimo aspeto. Além de lhe permitir esconder fios e cabos esteticamente pouco agradáveis, oferece um visual liso e polido, cujo acabamento pode enveredar pelas mais diversas formas.

Conclusão

O gesso tem percorrido um longo caminho desde a sua antiga aplicação em paredes e tetos. Com a invenção do pladur, tornou-se num material bastante acessível, com múltiplos benefícios que fazem dele uma fantástica opção em diversas situações.

Seja qual for a denominação que lhe dê, o drywall ou pladur reveste-se de benefícios evidentes. A sua fiabilidade constante tornará este material num pilar fundamental na indústria da construção, facto comprovado pela crescente inovação na sua tecnologia e nas técnicas de instalação – que atesta que o pladur veio para ficar.

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